
SOBRE O WORKSHOP
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FORMADOR: ISABELLE MISSAL
COMPANHIA:
Cie. Maguy Marin
Origem: Bélgica
Línguas: Francês / Inglês
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HORÁRIO
Dia 17 de OUT. das 18h às 21h
NÚMERO DE PARTICIPANTES
Máximo de 16 pessoas
LOCAL
Teatro Micaelense - sala Natália Correia
PREÇO
25 euros
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Este workshop junta-se ao percurso formativo que a Associação Cultural O Corredor tem promovido e inscreve-se na linha de trabalho do Festival POP - Artes e Ofícios do Espetáculo, dedicada à formação e experimentação artística, abrindo espaço para cruzamentos entre diferentes linguagens e práticas performativas.
WORKSHOP A LINGUAGEM COREOGRÁFICA DE MAGUY MARIN
Com Isabelle Missal - Cie Maguy Marin
SOBRE A FORMAÇÃO
Mergulhar no universo de May B e da sua coreógrafa, Maguy Marin
Este workshop, conduzido por uma intérprete da companhia, é uma oportunidade rara para descobrir a linguagem coreográfica única de Maguy Marin, uma estética forte ao serviço de um tema profundamente comprometido.
É um convite a explorar a especificidade da escrita coreográfica de May B: uma abordagem ao tempo, ao ritmo, ao espaço, ao corpo em movimento e à escuta.
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INSCRIÇÕES
COMPLETO
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ISABELLE MISSAL
Nascida na Bélgica, iniciou-se na dança clássica na Academia e no Conservatório de Bruxelas. Em 1980, obteve uma bolsa para o Cornish Institute e para o DanceLab (EUA), onde estudou durante dois anos. Integrou a Junior Company, trabalhando repertório e diversas criações contemporâneas (Jeoffrey Ballet).
De 1984 a 1989 juntou-se ao Théâtre de l’Aube e dançou em Fausto na Ópera de Mons. Posteriormente trabalhou com a Compagnie Terrain Vague e a Compagnie Anne Marie Porras. Mais tarde, integrou o Théâtre Contemporain de la Danse, onde contactou com Dominique Bagouet, Trisha Brown, Merce Cunningham e Peter Goss — experiência que lhe revelou plenamente o universo da dança contemporânea. Colaborou ainda com a Cie Objet Fax (Suíça), Cie Razafimanansoa, Compagnie M. Belixir (Paris), Compagnie Josiane Rivoire (Nanterre) e Compagnie JP Perrault (Canadá).
Em 1991 foi convidada como professora pela Compagnie Maguy Marin, o que deu origem a uma colaboração como intérprete em criações como Cortex, May B, Waterzooï e RamDam. Criou também, em parceria com Cathy Polo, o dueto Tétractis, apresentado no Festival Marne la Vallée e em Cannes.
Em 2011 fundou a companhia Astativ e o festival Si Céret m’était dansé. Desde 1990 até hoje, Isabelle tem lecionado em diversos centros de formação (Anna Sanchez, Christina Magnet e Epsedanse). Entre 2011 e 2016 participou em numerosos projetos “dança na escola” e dinamizou workshops em torno da peça May B, atualmente integrada no repertório do exame nacional de dança em França (baccalauréat).
Em 2016 colaborou com a Compagnie Maguy Marin na transmissão de May B aos jovens talentos da Adami, depois em 2017-2018 ao Jeune Ballet do CNSMD de Lyon, bem como a jovens bailarinos brasileiros da Escola Livre de Dança da Maré, criada por Lia Rodrigues. Em 2020 regressou à Compagnie Maguy Marin como intérprete nas reposições de May B e Umwelt.
Compagnie Maguy Marin
O curso de uma vida – Maguy Marin
Há um lugar de nascimento que é mais do que uma cidade: Toulouse. Um lugar alcançado após uma série de deslocamentos provocados pelos acontecimentos políticos em Espanha. Foi ali que cresceu, em França, no início dos anos 1950. O desejo de dançar concretizou-se através de anos de estudo, de Toulouse a Estrasburgo e depois a Mudra em Bruxelas. Maurice Béjart, Alfons Goris e Fernand Schirren… E também muitos encontros decisivos (como com estudantes de teatro do Théâtre National de Strasbourg). O desejo afirmou-se primeiro com o grupo Chandra e depois com o Ballet do Século XX. A criação iniciou-se ao lado de Daniel Ambash, enquanto os concursos de Nyon e Bagnolet (1978) davam mais impulso.
Trabalhar juntos
De 1980 a 1990, com o apoio da Maison des Arts de Créteil (França), a pesquisa prosseguiu com Christiane Glik, Luna Bloomfield, Mychel Lecoq e Montserrat Casanova. Formou-se uma companhia, reforçada por Cathy Polo, Françoise Leick, Ulises Alvarez e Teresa Cunha, entre outros. A pesquisa continuou com uma constante essencial: a companhia que em 1985 se tornou o Centro Coreográfico Nacional de Créteil e Val-de-Marne. A tentativa de trabalhar coletivamente e de viver do próprio trabalho contou ainda com uma difusão internacional. Em 1987, o encontro com Denis Mariotte originou uma longa colaboração, abrindo um vasto campo de experimentação baseado numa interrogação mútua e na busca para além dos limites de uma única forma artística.
Fazer – desfazer – refazer
Em 1998, um novo contexto numa nova região trouxe um novo centro coreográfico: o Centro Coreográfico Nacional no bairro La Velette, em Rillieux-la-Pape. Ali surgiu a necessidade de reinvestir o espaço público com presenças misturadas num espaço partilhado: um “nós, no tempo e no espaço”. E nesse lugar, a busca por encarnar o distanciamento necessário para fortalecer a capacidade de reagir e convocar “as forças diagonais que resistem ao esquecimento” (H. Arendt).
O trabalho expandiu-se em múltiplos espaços – no Estúdio, no bairro de La Velette, em cidades parceiras e no estrangeiro. Entrelaçaram-se múltiplas criações e intervenções, enquanto a exigência artística abria possibilidades que iam além do simples desejo de estar juntos.
Em 2006 surgiu um novo edifício para o CCN de Rillieux-la-Pape: um lugar para habitar e coabitar, um laboratório do povo, encarnação das artes do espetáculo, destinado a um público urbano de onde brota o gesto poético. Que a parte da existência que a arte nos traz se faça e se expresse publicamente, de lugar em lugar, de cidade em cidade, de país em país; e, para isso, em muitos espaços diferentes, partilhar meios, ferramentas, experiências e ações. Entrecruzar disciplinas artísticas, criar, apoiar diferentes formas de investigação e ancorar a ação artística em áreas diversas da vida social: das escolas aos teatros, dos centros de arte aos centros sociais, dos espaços públicos aos lugares de convivência, dos espaços de investigação aos comunitários, deixando viver o gesto artístico como força poética capaz de criar e recriar mundos.
Em 2011, todas as modalidades envolvidas na pesquisa e reflexão da companhia voltaram a ser repensadas. Após a intensidade dos anos no CCN de Rillieux-la-Pape, surgiu a necessidade de um novo passo: voltar a trabalhar como companhia independente. Essa decisão correspondia ao desejo vital de experimentar de outras formas tudo o que o ato criativo exige, como potencial que se prolonga em diversas formas de que é raiz.
Depois de três anos em Toulouse —cidade que acolheu brevemente esta nova etapa, mas não conseguiu oferecer o espaço sustentável que uma companhia permanente requer— surgiu a ideia de se instalar no Ramdam, uma antiga carpintaria adquirida em 1995 com direitos de autor de trabalhos anteriores. Situado em Sainte-Foy-lès-Lyon, o espaço já estava ativo há 17 anos como associação que oferecia residências artísticas, oficinas e apresentações públicas.
A instalação definitiva da companhia ali, em 2015, permitiu continuar a abrir o espaço imaterial do partilhado, comprometido com a obra e com o desenvolvimento de novos projetos com outros artistas: RAMDAM, UN CENTRE D’ART.
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