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Master Class de Cenografia com José Manuel Castanheira


 TEATRO: UM LUGAR PARA TRANSFORMAR O TEMPO


 Data - de 23 a 27 de Maio



1 – UM LUGAR PARA O ESPETÁCULO. Atlas de um teatro imaginário. A evolução da Arquitetura Teatral. Teatro e Cidade. O espectador esquecido.


2 – LABORATÓRIO DE CENOGRAFIA. Fluxos, fragmentação, complexidade visual e novos diagramas. Dramaturgia, investigação e ferramentas. Tempo de ensaio e de espetáculo. Os limites do corpo. Desenho, maquetas, pintura, cenografia e o mundo digital.


3 – MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA DE UM/A CENÓGRAFO/A. Processos criativos. Histórias, mapas, museus e o efémero. Os livros dos/as cenógrafos/as.


4 – ENSINAR OU PROPORCIONAR. Mundos paralelos. Literatura e cinema. Modelo e desenho. Mestres/as e novo glossário. Escola e ruínas. Riscos, ética e responsabilidade.


5 – PARA ONDE VAI TODO O TEMPO PERDIDO? Ler o mundo. A luz e o silêncio. A neurociência, o esquecimento e a física quântica. O chão do palco, as salas de espera e a velocidade.


6 – Diálogos. Vida e obra do autor.


Após a fase inicial de trabalho e experimentação individual, o workshop entra num segundo momento dedicado ao aprofundamento de projetos:


a) Desenvolvimento e Feedback, os participantes apresentam os seus estudos, desenhos e maquetas iniciais, que são analisados e comentados pelo formador. Este acompanhamento permite orientar a evolução das propostas e consolidar decisões ao nível da forma, materialidade, relação com o espaço e intenção estética.


b)  Exposição e Análise Final, um encontro presencial pensado como momento de partilha e síntese. Os trabalhos concluídos são apresentados numa exposição coletiva e analisados em conjunto, permitindo observar a diversidade de soluções cenográficas e promover uma reflexão crítica sobre os percursos desenvolvidos.

BIO FORMADOR/A

José Manuel CASTANHEIRA

Nasceu em Castelo Branco. Cenógrafo, Arquitecto, Pintor, doutorado pela Faculdade de

Arquitectura de Lisboa onde é professor desde 1982. Consagrado internacionalmente

sobretudo após o Centro Pompidou (Paris) lhe dedicar uma retrospectiva, realizou mais de 400

cenografias, em Portugal e no estrangeiro, colaborando com mais de uma centena de

encenadores, realizadores ou coreógrafos. Salienta-se a parceria que manteve com Rogério de

Carvalho (mais de 60 espectáculos), mas também, entre muitos outros, com Carlos Avilez,

Carlos Fernando, Artur Ramos, Ignácio Garcia, João Mota ou Joaquim Benite. No plano

internacional cruzou-se com grandes mestres como Ricard Salvat, Georges Banu, José Triana,

Fernando Arrabal, Jersy Grotowski, Guy-Claude François, Yannis Kokkos, Jorge Dubatti, Juan

Mayorga, Luc Boucris, José Luis Gomez, Aderbal Freire-Filho ou José Sanchis Sinisterra.

Partindo do teatro desenvolve uma actividade multifacetada na Cenografia de Exposições/

Museologia, na Arquitectura Teatral, na Pintura e no Design, manifestando um permanente

interesse pela investigação e transmissão de conhecimentos facto que, a par das criações, o

levou a diversas Instituições internacionais e à autoria de vários livros e artigos. No cinema fez

a cenografia para o filme “Vai e Vem” de João César Monteiro (2002). Na Arquitectura Teatral

fez o projecto de reabilitação do Teatro Gregório Mascarenhas (Silves), foi consultor para a

construção do Auditório da Culturgest/CGD (Lisboa) e coordena actualmente o projecto de

reabilitação do Cine Gardunha (Fundão). Desenhou mais de cem cartazes para teatro, cinema e

festivais (Festival de Almagro-2021, Bienal de Veneza-2007 e Festival de Almada-1997). É autor

de vários livros: Castanheira-Cenografia, Desenhar Nuvens, Viriato Rey, O Tempo das Cerejas,

Frei Luís de Sousa, Fausto/Pessoa, Reinar Después de Morir, Panoramas Imaginários, “Un lugar

para transformar el tiempo” (ed.Bolchiro/Madrid,2023), Terra da Fraternidade (ed. Assembleia

da República, 2024) e co-autor de Catorze Histórias Incríveis ou o Fabuloso Imaginário das

Lendas da Beira Baixa (c/ Fernando Paulouro), Jardim do Paço (c/ António Salvado), Viagem a

Itália (c/ Pedro Castanheira) e Fabulário ou o Pequeno Circo do Mundo (c/Cristina Carvalho).

Em 2017 integra os júris de doutoramento em Estudos Teatrais da Sorbonne Nouvelle e em

2019 é convidado para o Open Summer Workshop dos RCR/Barcelona (prémio Pritzker de

Arquitectura). Membro da Real Academia de Belas Artes e da Academia de Artes Cénicas em

Espanha, foi um dos fundadores da Associação Portuguesa de Cenografia (da qual foi o

Presidente 2012 a 2016).

Retrospectivas da sua obra foram exibidas no Centre Pompidou-Paris, Fundacion La Abadia-

Madrid, MEIAC-Badajoz, Festival de Almada, CAE-Figueira da Foz, ACERT-Tondela, CCCCB-

Castelo Branco e PQ-Quadrienal de Praga. Foi homenageado pelo Festival de Almada (2021),

recebeu a Medalha de Ouro-mérito cultural da cidade de Almada (2023) e a Medalha de

Mérito Cultural do Ministério da Cultura (2025).

Realizou ou apresentou cenografias, acções pedagógicas, conferências, exposições na

Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Croácia, Cuba, Eslováquia, Espanha, Estónia, França,

Grécia, Hungria, Inglaterra, Itália, Japão, México, Peru, Polónia, República Checa, Roménia,

Rússia, Suiça e Uruguai.

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